Desconheço o autor, mas essas palavras são universais.
Servem para quem realmente ama.
Enjoy!
Eu te amo do amanhecer ao anoitecer e mesmo quando durmo, ainda te amo.
Eu te amo nas três dimensões, nas quatro luas, nos quatro elementos, nas quatro estações, nos quatro pontos cardeais.
Eu te amo nos cinco sentidos, nas sete cores do arco-íris, nas sete notas musicais, nos doze signos do zodíaco, em tudo o que existe eu te amo cada vez mais.
Eu te amo na procela e na calmaria, em todos os josés e marias, nos infantes, nos anciãos, nos amigos, inimigos ou irmãos… eu te amo em toda a criação.
Eu te amo no caos aparente ou na mais perfeita estrutura, eu te amo como o próprio criador ama a sua criatura.
Eu te amo no vento que vem do norte, na linha do horizonte, na pequena fonte, nas nuvens grávidas de chuva, eu te amo nos meus dias nefastos e nos meus dias de sorte.
Eu te amo na árvore frondosa, na montanha majestosa, na pedra preciosa, nas mais brilhantes estrelas do universo… eu te amo no pequeno átomo, na imponderável constelação, eu te amo para além de qualquer humana compreensão…
Eu te amo pelo pouco que sei de você, pelo muito que ignoro e por aquilo que somente posso pressentir.
Eu te amo na plenitude da vida, no ocaso da vida …e depois que eu me for, nas lembranças que porventura eu deixar, hás de encontrar perfumados e palpitantes restos do que foi o meu amor por você. É pra sempre.
Jo
Friday, May 24, 2013
Wednesday, April 24, 2013
O que te tira da tristeza?
Tristeza
Tem aquela frase simpática e só clichê, "viva um dia de cada vez como se fosse o último". Que interessante não é? Mas será que nós realmente vivemos um dia de cada vez? E o piloto automático nunca foi acionado! Adoro ver pessoas positivas, exuberantes em relação as suas vidas, tenho grande admiração, eu mesma tento ser assim a maior parte do tempo, contudo me dou o crédito de ter uma folga até disso, é inevitável. Não conseguimos ficar 100% rasgando sorrisos de alegria e positividade a torto e a direito todos os dias do ano. Ainda bem, pois ninguém realmente consegue viver assim, não alguém do mundo real. É natural ficar triste, preocupado, assustado diante de qualquer conflito que nos aconteça, isso nos permite uma reflexão maior, nos tira da zona confortável que a felicidade nos coloca, afinal quando nos sentimos felizes fazemos nada para mudar, pelo contrário, tentamos tudo para que continue do mesmo jeito, porém a felicidade perpétua é outra ilusão que faz parte de nossas complexidades, a contínua mudança de nós mesmos, e assim não permitimos que ela exista. Haverá sempre um motivo por menor que seja que nos fruste, que transforme uma situação relativamente tranquila em algo mais agitado. A tristeza ajuda a esclarecer aqueles conflitos íntimos sobre o que realmente queremos e também sobre as nossas escolhas, todas com consequências marcantes. Nós amamos mudanças, nós sempre mudamos, de casa, de roupa, de celular, de ideia, de opinião, de relacionamento, de amizades (às vezes), o tempo passa e a gente vai junto com ele. E isso não é apenas crescer, nem evoluir, isso é simplesmente viver. Há momentos em que nem percebemos tamanhas transformações, e se não fizermos uma auto análise de nosso percurso vital, fica no esquecimento. Seguimos os dias com intensidade em níveis diferentes, inclusive até em piloto automático, dias que passam despercebidos, vazios de qualquer significado, mas singelamente vividos. Uma das formas de ser feliz, é saber lidar com a dor, aqueles motivadores de tristeza, escolhas erradas, saudade, perdas irrecuperáveis, lamentos que nos fazem entender que a vida é importante demais para ser ignorada ou lamentada em excesso, a morte é a única certeza que te abraçará no final, então o agora simples e honesto deve ser vivido com prazer, mesmo em estar triste, isso é viver.
Há algumas estratégias para passar a "tristeza", particulares pois cada um tem seu próprio jeito de fazer as coisas. Questão de gosto.
As minhas estratégias são umas coisinhas bem simplórias, mas que fazem uma enorme diferença na minha vida, vou citar aqui as mais superficiais no sentido de mais óbvias!
Aqui vai:
- Livros; Desde meus primeiros passos na leitura eu sempre amei ler, sempre me perdi nas páginas de um livro, lembro que os primeiros foram aqueles de português das séries iniciais e alguns perdidos lá em casa do tempo que minha mãe dava aulas, os textos de histórias clássicas da literatura mundial, ali foi o começo de algo que não terá fim em minha vida. A leitura sempre me tirará dos meus "eu's" terrenos e me transportará para os mundos loucos e complexos dos livros. Atualmente estou lendo os seguintes títulos:
*Guia de Caça de Bobby Singer - David Reed (Comentários gerais sobre o livro, esse eu peguei só pra passar o tempo, como eu adoro um terrorzinho básico, esse é interessante, nada assustador mas é ótimo para entreter e até dar umas risadas).
*O Idiota - Fiodor Dostoievski ( É um escritor que eu admiro e um dos poucos que me deixa sem palavras e olhos molhados, pensando em como o ser humano pode ser visceralmente cruel, isso através da leitura de Os Irmãos Karamazov, em O Idiota as descrições dos personagens são do tipo "cruas" e diretas, não há muitos floreios nas personificações de seus elementos narrativos, o tipo de leitura que te faz pensar na vida.
*Círculo Negro - Catherine Fisher ( Esse estou lendo a contra gosto, a história não está me convencendo muito, mas não gosto de abandonar o livro na metade, o tipo de romance que adolescentes gostam, Por que peguei? Gostei da capa).
E mais 3 livros que vou me abster de citar aqui hehehe.
Outra coisa que me lança para fora do vazio é desenhar, eu não sou quem sou sem meus desenhos, sem a minha canhota rabiscando o papel. Arte é algo que amo, que sempre me atraiu, simplesmente observar, admirar a criatividade alheia é um enlevo para mim...
- Esmaltes, vício triste que adquiri graças a minha mãe que também não pode ver uma estante de esmaltes para dar aquela olhadinha, compradinha hehehe. Eu teria um balde cheio de esmaltes se eles não tivessem data de validade, e minha mãe porventura não fizesse uma limpa toda vez que ela vem me visitar!
Batons, vou confessar que houve momentos em que comprei batom só para levantar meu ânimo, (outra coisa que mãinha adora jogar fora) e maquiagem em geral, muita, mas muita maquiagem!
Claude Debussy - Sim, as músicas dele é algo intimamente importante para mim e fazem bem ao meu espírito.
Cinema, eu amo filmes, de terror, de suspense, de drama, de animação, de aventura e os baseados em livros!
Há algumas coisas mais que me tiram fácil da tristeza, mas essas eu só guardo no meu coração, é o meu segredo de caixinha.
E o que te tira da tristeza?
Beijo
Jo.
Tem aquela frase simpática e só clichê, "viva um dia de cada vez como se fosse o último". Que interessante não é? Mas será que nós realmente vivemos um dia de cada vez? E o piloto automático nunca foi acionado! Adoro ver pessoas positivas, exuberantes em relação as suas vidas, tenho grande admiração, eu mesma tento ser assim a maior parte do tempo, contudo me dou o crédito de ter uma folga até disso, é inevitável. Não conseguimos ficar 100% rasgando sorrisos de alegria e positividade a torto e a direito todos os dias do ano. Ainda bem, pois ninguém realmente consegue viver assim, não alguém do mundo real. É natural ficar triste, preocupado, assustado diante de qualquer conflito que nos aconteça, isso nos permite uma reflexão maior, nos tira da zona confortável que a felicidade nos coloca, afinal quando nos sentimos felizes fazemos nada para mudar, pelo contrário, tentamos tudo para que continue do mesmo jeito, porém a felicidade perpétua é outra ilusão que faz parte de nossas complexidades, a contínua mudança de nós mesmos, e assim não permitimos que ela exista. Haverá sempre um motivo por menor que seja que nos fruste, que transforme uma situação relativamente tranquila em algo mais agitado. A tristeza ajuda a esclarecer aqueles conflitos íntimos sobre o que realmente queremos e também sobre as nossas escolhas, todas com consequências marcantes. Nós amamos mudanças, nós sempre mudamos, de casa, de roupa, de celular, de ideia, de opinião, de relacionamento, de amizades (às vezes), o tempo passa e a gente vai junto com ele. E isso não é apenas crescer, nem evoluir, isso é simplesmente viver. Há momentos em que nem percebemos tamanhas transformações, e se não fizermos uma auto análise de nosso percurso vital, fica no esquecimento. Seguimos os dias com intensidade em níveis diferentes, inclusive até em piloto automático, dias que passam despercebidos, vazios de qualquer significado, mas singelamente vividos. Uma das formas de ser feliz, é saber lidar com a dor, aqueles motivadores de tristeza, escolhas erradas, saudade, perdas irrecuperáveis, lamentos que nos fazem entender que a vida é importante demais para ser ignorada ou lamentada em excesso, a morte é a única certeza que te abraçará no final, então o agora simples e honesto deve ser vivido com prazer, mesmo em estar triste, isso é viver.
Há algumas estratégias para passar a "tristeza", particulares pois cada um tem seu próprio jeito de fazer as coisas. Questão de gosto.
As minhas estratégias são umas coisinhas bem simplórias, mas que fazem uma enorme diferença na minha vida, vou citar aqui as mais superficiais no sentido de mais óbvias!
Aqui vai:
- Livros; Desde meus primeiros passos na leitura eu sempre amei ler, sempre me perdi nas páginas de um livro, lembro que os primeiros foram aqueles de português das séries iniciais e alguns perdidos lá em casa do tempo que minha mãe dava aulas, os textos de histórias clássicas da literatura mundial, ali foi o começo de algo que não terá fim em minha vida. A leitura sempre me tirará dos meus "eu's" terrenos e me transportará para os mundos loucos e complexos dos livros. Atualmente estou lendo os seguintes títulos:
*Guia de Caça de Bobby Singer - David Reed (Comentários gerais sobre o livro, esse eu peguei só pra passar o tempo, como eu adoro um terrorzinho básico, esse é interessante, nada assustador mas é ótimo para entreter e até dar umas risadas).
*O Idiota - Fiodor Dostoievski ( É um escritor que eu admiro e um dos poucos que me deixa sem palavras e olhos molhados, pensando em como o ser humano pode ser visceralmente cruel, isso através da leitura de Os Irmãos Karamazov, em O Idiota as descrições dos personagens são do tipo "cruas" e diretas, não há muitos floreios nas personificações de seus elementos narrativos, o tipo de leitura que te faz pensar na vida.
*Círculo Negro - Catherine Fisher ( Esse estou lendo a contra gosto, a história não está me convencendo muito, mas não gosto de abandonar o livro na metade, o tipo de romance que adolescentes gostam, Por que peguei? Gostei da capa).
E mais 3 livros que vou me abster de citar aqui hehehe.
Outra coisa que me lança para fora do vazio é desenhar, eu não sou quem sou sem meus desenhos, sem a minha canhota rabiscando o papel. Arte é algo que amo, que sempre me atraiu, simplesmente observar, admirar a criatividade alheia é um enlevo para mim...
- Esmaltes, vício triste que adquiri graças a minha mãe que também não pode ver uma estante de esmaltes para dar aquela olhadinha, compradinha hehehe. Eu teria um balde cheio de esmaltes se eles não tivessem data de validade, e minha mãe porventura não fizesse uma limpa toda vez que ela vem me visitar!
Batons, vou confessar que houve momentos em que comprei batom só para levantar meu ânimo, (outra coisa que mãinha adora jogar fora) e maquiagem em geral, muita, mas muita maquiagem!
Claude Debussy - Sim, as músicas dele é algo intimamente importante para mim e fazem bem ao meu espírito.
Cinema, eu amo filmes, de terror, de suspense, de drama, de animação, de aventura e os baseados em livros!
Há algumas coisas mais que me tiram fácil da tristeza, mas essas eu só guardo no meu coração, é o meu segredo de caixinha.
E o que te tira da tristeza?
Beijo
Jo.
Wednesday, February 06, 2013
Música
A psicologia aponta que certos momentos importantes, sejam eles os mais dramáticos ou os mais felizes, para nós são marcados em nossa memória por algo, pode ser um determinado perfume, cheiro, uma cor, um símbolo qualquer, inclusive uma música, que estivesse tocando no momento do acontecido.
Existem algumas músicas gravadas no meu cartão de memória que não sei porque ainda não as deletei, pois não consigo nem ouvir sem me lembrar de alguns momentos tristes, na qual as ouvi para tentar curar as feridas sentimentais.
Em 2011 foi o ano que eu mais corri na minha vida, pois fazia corrida todos os dias, e de regata em pleno inverno, o frio intenso não me abatia, o ritmo do movimento físico e as músicas que acompanhavam meu percurso, no volume mais alto me envolvia na maior adrenalina.
Como considero que 2010 foi o ano chave da minha vida, pois foi uma miscelânia de acontecimentos terríveis e maravilhosos que determinaram a minha maturidade, vou começar por ele, segue algumas músicas marcantes referente a esse ano para mim e depois mais.
Quero com isso materializar mais lembranças para mim.
2010
Clair de Lune, do francês Claude Debussy um dos compositores que eu mais admiro. Como já amo música clássica ele é meu preferido de todos, uma dor me assola quando lembro que esqueci meu CD na casa da minha mãe e ela o perdeu. Enfim, a paz que suas composições me passam vai além de qualquer descrição banal. É maravilhoso, me proporcionou a paz que eu necessitava e o prazer de me sentir bem.
O indie mais legal que já ouvi, até quando estava triste me sentia forte ouvindo as músicas, são animadas e bem delineadas. E Unforgettable Season é importante pra mim pois marcou uma fase em que eu finalmente disse "não" para tudo que estava me fazendo mal. hehehe
Gary Lightbody é o cara para escrever boas músicas, e por isso Snow Patrol será sempre minha paixão, colocaria várias deles aqui, mas essa embalou meu coração por meses...
E finalmente, The World is Yours de Cinnamom Chasers! Renovação e inovação.
2011
O ritmo e a letra dessa música praticamente me descrevia, o meu momento resplandecente de vida, pois minha vida havia mudado drasticamente, e eu só conseguia me sentir feliz.
Dario Marianelli, e suas trilhas sonoras fantásticas, conheci através do filme Orgulho e Preconceito, baseado no romance homônimo da Jane Austen, minha favoritíssima dentre as autoras, o livro eu amo, e o filme foi um dos poucos que conseguiu ser fiel a obra, não completamente, mas ainda assim ficou maravilhoso, por isso nunca me canso, já li o livro mil vezes e o filme também e nunca vou parar de ouvir composições tão belas.
Skalp Cze - Essa música é linda demais.
Singer song writer, ótimo.
Sem sombra de dúvidas perfeita para desenhar. :)
Jo
Friday, February 01, 2013
Flores
- Onde estão as flores?
Ela pergunta ao rapaz empoado a sua frente. Ele a olha com um desdém disfarçado de charme.
- Já não sou suficiente? Eis sua resposta.
Pois bem, não é neste pé que estamos hoje? Onde estão as benditas flores afinal?
Eis a resposta, elas não existem mais, foram acrescidas ao depósito de raridades sem apoio patrimonial. Seu papel ficou restrito ao passado, sua relevância ao esquecimento...
O romantismo é um acessório de moda, é uma camisa com florzinhas na estampa, é um batom rosa, é uma música cheia de melodias açucaradas para curar falta de atitude no amor. É uma propaganda bem elaborada para inspirar desejos supérfluos, é o contexto de uma novela de época sem época, é uma historinha de contos de fadas sem base moral. Banal.
As mulheres ainda persistem em sua carência desmedida pelo príncipe encantado, encontrar o tão falado amor. Os homens se aproveitando disso entoam cantadas ridículas para comerem desses frutos tão desesperadamente ofertados.
Tudo foi atropelado, exposto, explorado... Ficou sem definição.
Ninguém se entende mais, os sentimentos ganharam cores confusas, psicodélicas...
Há uma névoa, uma carência que impede algumas pessoas de perceberem o buraco negro o qual estão prestes a se "jogar", numa relação sem sentido, ou seja, quando amamos estamos apenas revelando parte desse amor a nós mesmos com uma necessidade faminta. Queremos nosso próprio amor espelhado em outra pessoa.
Contudo, ainda existe sim o amor cortês, não aquele proveniente da côrte do Romantismo, mas sim aquele que respeita, altruísta, intenso e suave ao mesmo paladar, onde o maior sentido é o objetivo de tornar feliz o ser amado. Vejo no olhar enrugado e brilhante de um casal idoso, onde a paciência e a cumplicidade deram lugar aos arroubos da juventude apaixonada, vejo no olhar travesso de uma criança que começa a aprender a amar todos aqueles que lhe dedicam cuidados, a facilidade de amar de uma criança vem do pedaço de céu que ainda não arrefeceu em seu coração juvenil.
Como em todos nós, um firmamento de emoções internas, e infelizmente nos remetemos aos sentimentos menos celestiais, desejando algo que sequer sabemos ao certo o que é, somos tão simples até nos nossos desejos, mas um pouco cegos também.
Quando penso no amor, logo lembro da minha mãe e consequentemente penso na palavra "incondicional", pois é assim que minha mãe ama, à mim, meus irmãos e todos aqueles que ela acolhe, ela também é uma força da natureza, portanto nada nela é mediano e sem profundidade, por isso tamanha intensidade, já tivemos momentos tempestuosos, pois afinal de contas sou filha, e parte dela vive em mim. Minha maior certeza é sua amizade, seu amor, sua proteção que tornaram meu senso de liberdade tão forte, consequentemente sou uma pessoa independente, consigo viver longe de grande parte das pessoas que mais amo, consigo suportar tempestades, imprevistos, visualizar problemas sem me abater. Porém um dia, infelizmente, duvidei de seu amor, e foi assim que eu caí na minha própria desgraça, sofri por me deixar levar pelo medo, tentei buscar apoio em outras pessoas no qual contribuíram ainda mais na minha dor, foi um período em que acreditei não ter mais forças, não ter possibilidade de seguir por achar que não havia mais chão para mim, onde minha dor me consumia sugando minha vitalidade, minha saúde e minha perseverança, mas eu aprendi, ressurgi das chamas como uma fênix, não sem antes consolidar minha relação com minha mãe e comigo mesma, enfrentei meus próprios demônios, ainda os enfrento de vez em quando é claro. Passei meses com o coração fechado para o amor, apenas a fúria alimentava minha razão e a indiferença equilibrava minhas atitudes, esses períodos me ajudaram imensamente a crescer, a conhecer quem eu sou e quem posso me tornar. O amor de minha mãe me alimenta a alma, me acalma e me alerta para as vicissitudes da vida, mesmo distantes por milhares de quilômetros, ela é parte do meu coração e minhas ações são permeadas por ela. E é por causa dela que eu acredito no amor.
Jo
Ela pergunta ao rapaz empoado a sua frente. Ele a olha com um desdém disfarçado de charme.
- Já não sou suficiente? Eis sua resposta.
Pois bem, não é neste pé que estamos hoje? Onde estão as benditas flores afinal?
Eis a resposta, elas não existem mais, foram acrescidas ao depósito de raridades sem apoio patrimonial. Seu papel ficou restrito ao passado, sua relevância ao esquecimento...
O romantismo é um acessório de moda, é uma camisa com florzinhas na estampa, é um batom rosa, é uma música cheia de melodias açucaradas para curar falta de atitude no amor. É uma propaganda bem elaborada para inspirar desejos supérfluos, é o contexto de uma novela de época sem época, é uma historinha de contos de fadas sem base moral. Banal.
As mulheres ainda persistem em sua carência desmedida pelo príncipe encantado, encontrar o tão falado amor. Os homens se aproveitando disso entoam cantadas ridículas para comerem desses frutos tão desesperadamente ofertados.
Tudo foi atropelado, exposto, explorado... Ficou sem definição.
Ninguém se entende mais, os sentimentos ganharam cores confusas, psicodélicas...
Há uma névoa, uma carência que impede algumas pessoas de perceberem o buraco negro o qual estão prestes a se "jogar", numa relação sem sentido, ou seja, quando amamos estamos apenas revelando parte desse amor a nós mesmos com uma necessidade faminta. Queremos nosso próprio amor espelhado em outra pessoa.
Contudo, ainda existe sim o amor cortês, não aquele proveniente da côrte do Romantismo, mas sim aquele que respeita, altruísta, intenso e suave ao mesmo paladar, onde o maior sentido é o objetivo de tornar feliz o ser amado. Vejo no olhar enrugado e brilhante de um casal idoso, onde a paciência e a cumplicidade deram lugar aos arroubos da juventude apaixonada, vejo no olhar travesso de uma criança que começa a aprender a amar todos aqueles que lhe dedicam cuidados, a facilidade de amar de uma criança vem do pedaço de céu que ainda não arrefeceu em seu coração juvenil.
Como em todos nós, um firmamento de emoções internas, e infelizmente nos remetemos aos sentimentos menos celestiais, desejando algo que sequer sabemos ao certo o que é, somos tão simples até nos nossos desejos, mas um pouco cegos também.
Quando penso no amor, logo lembro da minha mãe e consequentemente penso na palavra "incondicional", pois é assim que minha mãe ama, à mim, meus irmãos e todos aqueles que ela acolhe, ela também é uma força da natureza, portanto nada nela é mediano e sem profundidade, por isso tamanha intensidade, já tivemos momentos tempestuosos, pois afinal de contas sou filha, e parte dela vive em mim. Minha maior certeza é sua amizade, seu amor, sua proteção que tornaram meu senso de liberdade tão forte, consequentemente sou uma pessoa independente, consigo viver longe de grande parte das pessoas que mais amo, consigo suportar tempestades, imprevistos, visualizar problemas sem me abater. Porém um dia, infelizmente, duvidei de seu amor, e foi assim que eu caí na minha própria desgraça, sofri por me deixar levar pelo medo, tentei buscar apoio em outras pessoas no qual contribuíram ainda mais na minha dor, foi um período em que acreditei não ter mais forças, não ter possibilidade de seguir por achar que não havia mais chão para mim, onde minha dor me consumia sugando minha vitalidade, minha saúde e minha perseverança, mas eu aprendi, ressurgi das chamas como uma fênix, não sem antes consolidar minha relação com minha mãe e comigo mesma, enfrentei meus próprios demônios, ainda os enfrento de vez em quando é claro. Passei meses com o coração fechado para o amor, apenas a fúria alimentava minha razão e a indiferença equilibrava minhas atitudes, esses períodos me ajudaram imensamente a crescer, a conhecer quem eu sou e quem posso me tornar. O amor de minha mãe me alimenta a alma, me acalma e me alerta para as vicissitudes da vida, mesmo distantes por milhares de quilômetros, ela é parte do meu coração e minhas ações são permeadas por ela. E é por causa dela que eu acredito no amor.
Jo
Tuesday, January 29, 2013
O Fim
Uma vez meu professor de História do Ensino Médio, nos falou de algo que jamais esqueci, estávamos conversando sobre religiões, e a pseudo reencarnação, vida após a morte e todas essas expressões que as religiões tentam explicar sobre a razão da vida e a morte. A questão central é a não aceitação da própria morte, a finitude. De que depois desta vida, haverá mais, um prêmio de consolação ou de castigo, mas nunca o fim total. Aceitar que o mundo continuará existindo, outras vidas surgirão e você voltará ao pó até desaparecer para sempre, é extremamente ofensivo, consequentemente nós não aceitamos isso de forma alguma, e ao longo da nossa história, temos inventado diversas lendas religiosas que tentam aplacar essa verdade, entranhar em nossos corações como algo impossível, fora de questão.
Até no decorrer da vida fazemos vista grossa à morte que nos rodeia, as pessoas morrem ao nosso redor, mas não nos atemos de que está mais próxima de nós a cada suspirar, o fato de sabermos que podemos chegar ao fim a qualquer momento. Porém de forma esdrúxula, nós glorificamos o óbito de terceiros, quão mórbido somos verdadeiramente, basta uma tragédia acontecer, para se buscar avidamente por respostas fúteis e falsas declarações de pêsames. Gera sim uma atmosfera triste, a reflexão egoísta se a tragédia tivesse se abatido sobre você ou seus próximos.
Não aceitamos a morte, e mesmo assim a reverenciamos de uma forma ou de outra. Nos estudos arqueológicos os primeiros indícios que distinguiram os hominídeos, primeiros espécimes "humanos", o fator determinante de sua humanidade que o separasse do resto dos animais, foi a homenagem que estes prestavam aos seus mortos, enterrando-os e sacramentando sua passagem finita na terra. Isso há milhares de anos atrás, e o que mudou, tirando algumas formas arquitetônicas mais bem delineadas nas capelas mortuárias, podemos prestar nossas homenagens repetitivamente, incongruentes, também por redes sociais... Será realmente que precisamos ressaltar a todos do meio social sobre os lamentos da morte que sequer nos diga respeito? Uma simples oração, pedido de paz àqueles que estão agora tentando absorver a perda, chorar a ausência de seus amados entes que deixaram nossa existência.
Sobre morte, sempre nos remetemos ao trauma, sim pois este representa ruptura, quebra repentina de algo relevante a nossa vida. E mesmo essa perda se torna mais significativa devido ao rompimento inesperado de algo que amamos, não apenas com a morte, em qualquer situação onde você se vê subtraída de algo tão subitamente. Por isso é difícil nos desprender, superar qualquer perda, o fim de qualquer coisa representa de certa forma um trauma, quando não é desejado. Mas a vida é isso, é infinita em cada sublime segundo, deve ser prestigiada e principalmente respeitada, nós já sabemos muito bem que a negligência as vezes pode ter consequências fatais. Mesmo aquela emocional. O que nos conforma é a nossa memória, pois enquanto estivermos vivos, a vida florescerá de nós mesmos, nossos entes continuarão conosco, suas lembranças, suas marcas deixadas, sempre hão de refletir alguns momentos da vida.
"Pois assim como o material do carpinteiro é a madeira, e do escultor é o bronze, a matéria-prima da arte de viver é a própria vida de cada pessoa."
Sem final triste, nem feliz.
Jo
Até no decorrer da vida fazemos vista grossa à morte que nos rodeia, as pessoas morrem ao nosso redor, mas não nos atemos de que está mais próxima de nós a cada suspirar, o fato de sabermos que podemos chegar ao fim a qualquer momento. Porém de forma esdrúxula, nós glorificamos o óbito de terceiros, quão mórbido somos verdadeiramente, basta uma tragédia acontecer, para se buscar avidamente por respostas fúteis e falsas declarações de pêsames. Gera sim uma atmosfera triste, a reflexão egoísta se a tragédia tivesse se abatido sobre você ou seus próximos.
Não aceitamos a morte, e mesmo assim a reverenciamos de uma forma ou de outra. Nos estudos arqueológicos os primeiros indícios que distinguiram os hominídeos, primeiros espécimes "humanos", o fator determinante de sua humanidade que o separasse do resto dos animais, foi a homenagem que estes prestavam aos seus mortos, enterrando-os e sacramentando sua passagem finita na terra. Isso há milhares de anos atrás, e o que mudou, tirando algumas formas arquitetônicas mais bem delineadas nas capelas mortuárias, podemos prestar nossas homenagens repetitivamente, incongruentes, também por redes sociais... Será realmente que precisamos ressaltar a todos do meio social sobre os lamentos da morte que sequer nos diga respeito? Uma simples oração, pedido de paz àqueles que estão agora tentando absorver a perda, chorar a ausência de seus amados entes que deixaram nossa existência.
Sobre morte, sempre nos remetemos ao trauma, sim pois este representa ruptura, quebra repentina de algo relevante a nossa vida. E mesmo essa perda se torna mais significativa devido ao rompimento inesperado de algo que amamos, não apenas com a morte, em qualquer situação onde você se vê subtraída de algo tão subitamente. Por isso é difícil nos desprender, superar qualquer perda, o fim de qualquer coisa representa de certa forma um trauma, quando não é desejado. Mas a vida é isso, é infinita em cada sublime segundo, deve ser prestigiada e principalmente respeitada, nós já sabemos muito bem que a negligência as vezes pode ter consequências fatais. Mesmo aquela emocional. O que nos conforma é a nossa memória, pois enquanto estivermos vivos, a vida florescerá de nós mesmos, nossos entes continuarão conosco, suas lembranças, suas marcas deixadas, sempre hão de refletir alguns momentos da vida.
"Pois assim como o material do carpinteiro é a madeira, e do escultor é o bronze, a matéria-prima da arte de viver é a própria vida de cada pessoa."
Sem final triste, nem feliz.
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