Tristeza
Tem aquela frase simpática e só clichê, "viva um dia de cada vez como se fosse o último". Que interessante não é? Mas será que nós realmente vivemos um dia de cada vez? E o piloto automático nunca foi acionado! Adoro ver pessoas positivas, exuberantes em relação as suas vidas, tenho grande admiração, eu mesma tento ser assim a maior parte do tempo, contudo me dou o crédito de ter uma folga até disso, é inevitável. Não conseguimos ficar 100% rasgando sorrisos de alegria e positividade a torto e a direito todos os dias do ano. Ainda bem, pois ninguém realmente consegue viver assim, não alguém do mundo real. É natural ficar triste, preocupado, assustado diante de qualquer conflito que nos aconteça, isso nos permite uma reflexão maior, nos tira da zona confortável que a felicidade nos coloca, afinal quando nos sentimos felizes fazemos nada para mudar, pelo contrário, tentamos tudo para que continue do mesmo jeito, porém a felicidade perpétua é outra ilusão que faz parte de nossas complexidades, a contínua mudança de nós mesmos, e assim não permitimos que ela exista. Haverá sempre um motivo por menor que seja que nos fruste, que transforme uma situação relativamente tranquila em algo mais agitado. A tristeza ajuda a esclarecer aqueles conflitos íntimos sobre o que realmente queremos e também sobre as nossas escolhas, todas com consequências marcantes. Nós amamos mudanças, nós sempre mudamos, de casa, de roupa, de celular, de ideia, de opinião, de relacionamento, de amizades (às vezes), o tempo passa e a gente vai junto com ele. E isso não é apenas crescer, nem evoluir, isso é simplesmente viver. Há momentos em que nem percebemos tamanhas transformações, e se não fizermos uma auto análise de nosso percurso vital, fica no esquecimento. Seguimos os dias com intensidade em níveis diferentes, inclusive até em piloto automático, dias que passam despercebidos, vazios de qualquer significado, mas singelamente vividos. Uma das formas de ser feliz, é saber lidar com a dor, aqueles motivadores de tristeza, escolhas erradas, saudade, perdas irrecuperáveis, lamentos que nos fazem entender que a vida é importante demais para ser ignorada ou lamentada em excesso, a morte é a única certeza que te abraçará no final, então o agora simples e honesto deve ser vivido com prazer, mesmo em estar triste, isso é viver.
Há algumas estratégias para passar a "tristeza", particulares pois cada um tem seu próprio jeito de fazer as coisas. Questão de gosto.
As minhas estratégias são umas coisinhas bem simplórias, mas que fazem uma enorme diferença na minha vida, vou citar aqui as mais superficiais no sentido de mais óbvias!
Aqui vai:
- Livros; Desde meus primeiros passos na leitura eu sempre amei ler, sempre me perdi nas páginas de um livro, lembro que os primeiros foram aqueles de português das séries iniciais e alguns perdidos lá em casa do tempo que minha mãe dava aulas, os textos de histórias clássicas da literatura mundial, ali foi o começo de algo que não terá fim em minha vida. A leitura sempre me tirará dos meus "eu's" terrenos e me transportará para os mundos loucos e complexos dos livros. Atualmente estou lendo os seguintes títulos:
*Guia de Caça de Bobby Singer - David Reed (Comentários gerais sobre o livro, esse eu peguei só pra passar o tempo, como eu adoro um terrorzinho básico, esse é interessante, nada assustador mas é ótimo para entreter e até dar umas risadas).
*O Idiota - Fiodor Dostoievski ( É um escritor que eu admiro e um dos poucos que me deixa sem palavras e olhos molhados, pensando em como o ser humano pode ser visceralmente cruel, isso através da leitura de Os Irmãos Karamazov, em O Idiota as descrições dos personagens são do tipo "cruas" e diretas, não há muitos floreios nas personificações de seus elementos narrativos, o tipo de leitura que te faz pensar na vida.
*Círculo Negro - Catherine Fisher ( Esse estou lendo a contra gosto, a história não está me convencendo muito, mas não gosto de abandonar o livro na metade, o tipo de romance que adolescentes gostam, Por que peguei? Gostei da capa).
E mais 3 livros que vou me abster de citar aqui hehehe.
Outra coisa que me lança para fora do vazio é desenhar, eu não sou quem sou sem meus desenhos, sem a minha canhota rabiscando o papel. Arte é algo que amo, que sempre me atraiu, simplesmente observar, admirar a criatividade alheia é um enlevo para mim...
- Esmaltes, vício triste que adquiri graças a minha mãe que também não pode ver uma estante de esmaltes para dar aquela olhadinha, compradinha hehehe. Eu teria um balde cheio de esmaltes se eles não tivessem data de validade, e minha mãe porventura não fizesse uma limpa toda vez que ela vem me visitar!
Batons, vou confessar que houve momentos em que comprei batom só para levantar meu ânimo, (outra coisa que mãinha adora jogar fora) e maquiagem em geral, muita, mas muita maquiagem!
Claude Debussy - Sim, as músicas dele é algo intimamente importante para mim e fazem bem ao meu espírito.
Cinema, eu amo filmes, de terror, de suspense, de drama, de animação, de aventura e os baseados em livros!
Há algumas coisas mais que me tiram fácil da tristeza, mas essas eu só guardo no meu coração, é o meu segredo de caixinha.
E o que te tira da tristeza?
Beijo
Jo.
No comments:
Post a Comment