Friday, August 31, 2012

Fairy Tales

Fairy Tales, os populares Contos de Fadas, estórias fantásticas que alimentam a imaginação da forma mais colorida e extraordinária possível!
Sempre adorei ler, a leitura me acompanhou em todos os grandes e mínimos momentos de minha trajetória vital, e em algumas ocasiões estranhas também, onde o magnetismo de um romance me virava a razão e fazia eu cometer as maiores esquisitices, apenas para citar, um momento apertado em um toilet de avião, pois ainda não consigo ler quando estou na poltrona em pleno voo, não sei o porquê, sinto uma densa dor de cabeça... Ler à luz de velas, lanternas, ou visor de celular, qualquer iluminação por mais incomum que fosse servia aos meus intentos pela leitura. E assim por diante!
Ultimamente porém, me tornei mais seletiva quanto as minhas preferências literárias. Criei horror a livros relacionados à vampiros, fadas, lobisomens misturados a romances com adolescentes sem personalidade e utopia virginal, também aos de auto-ajuda.   Ainda gosto de ficção, mas com no mínimo uns 150 anos de impressão, esses escritos pós Crepúsculo, são o lixo do lixo literário, o qual meninas e mulheres lêem avidamente sem nenhum escrúpulos de crítica, bom gosto, e uma tremenda ilusão utópica romanceada. Blé.
Adoro estórias fantásticas, ou seja, contos. Esses têm sindo os meus favoritos, hoje li uma coletânea de Angela Carter, ela é incrível e tenta manter os aspectos fieis ao conto original da oralidade popular, a riqueza do linguajar, expressões, trejeitos dos personagens, fora o caráter democrático de contos do mundo inteiro. Outro contista bastante original que eu simplesmente confiaria as lentes dos meus óculos, seria Neil Gaiman, ele é o cara para contos de terror, com um sabor de mistério e piada escarnecedora, sempre com um estilo inovador de escrever suas obras, um dos poucos pertencentes a essa escola indistinta contemporânea, que ainda não viajou na maionese com romances fracos, sem originalidade que são vendidos em massa para um povo que "putz"... Vou me abster de mais críticas raivosas a esse respeito.
Os livros sempre me salvaram, do tédio, da ignorância, de companhias erradas, de tristezas, de pensamentos e lembranças insidiosas... Enfim, quando leio um "conto de fadas", com seus mistérios, um passado bucólico longe, muito longe de minha realidade, onde na maioria das histórias os personagens vivem uma vida sofrida e através da esperteza conseguem evoluir e encontrar seu final feliz, nesses personagens não há essa complexidade de sentimentos, de problemáticas confusas que a psicologia atual acusa de stress global ou seja lá as tantas nomenclaturas pra tanta superficialidade de pensamentos. Que inútil seguir dúvidas, que inútil seguir recordações de felicidades passadas, que inútil se arrepender, que inútil ficar na frente de um computador assistindo videos de youtube, postagens de facebook, que inútil se deixar levar por impressões alheias, quanta inutilidade e hipocrisia, ainda assim continuamos nessa inutilidade... Que pena. Voltarei aos livros e deixarei que levem minha mente o mais longe desse carnaval social... Salva dessa ausência de préstimo...


Jomara Lopes

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