Quem me conhece bem, sabe que eu adoro café. É uma das poucas bebidas amargas que eu aguento e até aprecio, ainda assim, na maioria das vezes só bebo com bastante açúcar, ou canela. O mais curioso é que eu acho o gosto do café péssimo, o que realmente aprecio no café é o cheiro, o calor e a sensação de vívido despertar, tudo isso apesar do sabor amargo.
Nas amarguras gerais da vida entretanto, tem sido um pouco insatisfatório demais para o meu próprio gosto.
Este último dia 13 fechou a data de 2 anos que voltei a morar aqui (Ceará). Desde então, eu tenho sentido esse perpétuo amargor no fundo do peito, uma série de razões para isso, mas a maior de todas sempre parte da minha família... Eu preciso falar abertamente sobre isso, esse blog sempre foi um tipo de terapia para mim, então lá vai.
Me sinto exausta, cansada de sentir essa decepção, de assistir pessoas que eu amo entre idas e vindas do fundo do poço, com atitudes extremas, horrendas e às vezes até traumatizantes. Decepções, vergonhas, tristezas, incompreensão do porquê de tudo isso acontecer intermitentemente.
Toda vez que fico sabendo algo, é aquele esforço de "fingir" que aquilo não me afeta tanto, de sorrir sem querer sorrir, de tentar levar a vida como se fosse perfeita, às vezes eu me vejo vestindo uma fantasia de superficialidade, numa tentativa de mascarar os meus verdadeiros sentimentos. Odeio quando tenho que mentir para mim mesma. Odeio mentir para minha mãe, quando finjo não me importar, odeio mentir de qualquer jeito.
Porém eu não consigo odiar aqueles dois que vivem fazendo os seus amados sofrerem, apenas fico imensamente decepcionada e um tanto desconsolada.
Não digo com isso que sou uma pessoa infeliz, isso também seria mentira. Na minha vida ainda existem outros motivos para sorrir, existem pessoas que contribuem para isso, algumas delas estão por perto, outras estão distantes, e umas apenas na memória...
A vida não é isso? Um desafio atrás do outro? 70% cercada de problemas, mas ainda há 30% de esperança, e é à isso que devemos nos apoiar. Sei que ainda não consigo externar exatamente como me sinto, prefiro fingir que ainda está tudo bem, invés disso as vezes faço besteira, me transformo em algo que não quero ser nesse processo, às vezes carente demais, às vezes fria demais, às vezes apenas vazia... Nem eu mesma percebo quando estou sendo assim (um muito obrigada, aos amigos que puxam minha orelha! Haha) Neste processo vou tentando me consertar aos pouquinhos, e me tornar alguém melhor, encontrar as respostas para as milhares de questões que tenho sobre a vida, ou talvez apenas me conformar com a ausência delas. Em algum lugar eu li, que muitas vezes não entendemos que a vida não vai te dar respostas, vai te dar chances para seguir em frente sem elas. Um conformismo difícil de lidar, mas não impossível.
Costumo dizer que acredito em tudo, em Deus, em fadas, em duendes, em amor eterno, em magia, em pessoas boas, em papai noel, em maldade pura e genuína, em bondade... É que eu preciso acreditar, sabe? Já vi tanta coisa inacreditável, tanta coisa decepcionante que o ser humano é capaz de fazer, sob circunstâncias adversas, essa é a única forma de também ter esperança. Porque se eu me guiar apenas pela racionalidade, esse amargor nunca vai sair de mim.
Sob este viés, a forma mais eficaz de seguir é encontrar os "açúcares" que possam atenuar os amargores os quais temos que suportar. Ainda existem muitos motivos para sorrir com sinceridade.
Portanto, é essencial ter fé. A fé adoça a vida. Faz o café ficar gostoso.
Nas amarguras gerais da vida entretanto, tem sido um pouco insatisfatório demais para o meu próprio gosto.
Este último dia 13 fechou a data de 2 anos que voltei a morar aqui (Ceará). Desde então, eu tenho sentido esse perpétuo amargor no fundo do peito, uma série de razões para isso, mas a maior de todas sempre parte da minha família... Eu preciso falar abertamente sobre isso, esse blog sempre foi um tipo de terapia para mim, então lá vai.
Me sinto exausta, cansada de sentir essa decepção, de assistir pessoas que eu amo entre idas e vindas do fundo do poço, com atitudes extremas, horrendas e às vezes até traumatizantes. Decepções, vergonhas, tristezas, incompreensão do porquê de tudo isso acontecer intermitentemente.
Toda vez que fico sabendo algo, é aquele esforço de "fingir" que aquilo não me afeta tanto, de sorrir sem querer sorrir, de tentar levar a vida como se fosse perfeita, às vezes eu me vejo vestindo uma fantasia de superficialidade, numa tentativa de mascarar os meus verdadeiros sentimentos. Odeio quando tenho que mentir para mim mesma. Odeio mentir para minha mãe, quando finjo não me importar, odeio mentir de qualquer jeito.
Porém eu não consigo odiar aqueles dois que vivem fazendo os seus amados sofrerem, apenas fico imensamente decepcionada e um tanto desconsolada.
Não digo com isso que sou uma pessoa infeliz, isso também seria mentira. Na minha vida ainda existem outros motivos para sorrir, existem pessoas que contribuem para isso, algumas delas estão por perto, outras estão distantes, e umas apenas na memória...
A vida não é isso? Um desafio atrás do outro? 70% cercada de problemas, mas ainda há 30% de esperança, e é à isso que devemos nos apoiar. Sei que ainda não consigo externar exatamente como me sinto, prefiro fingir que ainda está tudo bem, invés disso as vezes faço besteira, me transformo em algo que não quero ser nesse processo, às vezes carente demais, às vezes fria demais, às vezes apenas vazia... Nem eu mesma percebo quando estou sendo assim (um muito obrigada, aos amigos que puxam minha orelha! Haha) Neste processo vou tentando me consertar aos pouquinhos, e me tornar alguém melhor, encontrar as respostas para as milhares de questões que tenho sobre a vida, ou talvez apenas me conformar com a ausência delas. Em algum lugar eu li, que muitas vezes não entendemos que a vida não vai te dar respostas, vai te dar chances para seguir em frente sem elas. Um conformismo difícil de lidar, mas não impossível.
Costumo dizer que acredito em tudo, em Deus, em fadas, em duendes, em amor eterno, em magia, em pessoas boas, em papai noel, em maldade pura e genuína, em bondade... É que eu preciso acreditar, sabe? Já vi tanta coisa inacreditável, tanta coisa decepcionante que o ser humano é capaz de fazer, sob circunstâncias adversas, essa é a única forma de também ter esperança. Porque se eu me guiar apenas pela racionalidade, esse amargor nunca vai sair de mim.
Sob este viés, a forma mais eficaz de seguir é encontrar os "açúcares" que possam atenuar os amargores os quais temos que suportar. Ainda existem muitos motivos para sorrir com sinceridade.
Portanto, é essencial ter fé. A fé adoça a vida. Faz o café ficar gostoso.