Thursday, January 30, 2014

Até breve

Não ouso dizer adeus, pois particularmente essa palavra tem uma conotação muito forte, sempre me traz um sentimento de finitude, como se dizer adeus fosse uma despedida definitiva. Tenho medo dessa palavra, me causa arrepios. Enfim, hoje foi um desses dias fatídicos que eu tive que me despedir, não disse adeus, apenas um "até breve" e ainda mais um "até breve, mamãe".
Estou escrevendo para derramar um pouco desse transbordamento de sentimentos, contudo, ainda assim eu não consigo definir em palavras o que estou sentindo.
Como uma pessoa pode preencher todas as lacunas de sua vida? Como alguém pode chegar ao ponto de te energizar e te enfraquecer? Minha energia para enfrentar todos os problemas que me surgirem está renovada, mas me sinto fraca de saudade, fraca de uma dependência materna, sou declaradamente uma filhinha de mamãe. Quando ela vem me ver, é como se a minha vida começasse um novo ciclo, de amor, de esperança, de paz e principalmente de força, ela é inegavelmente o meu pilar, e a cada despedida se torna mais difícil, me fazendo questionar como eu consigo viver tanto tempo longe dela. Mais e mais difícil se despedir. Sei que vai passar, que voltarei ao meu cotidiano resignada, e que haverão outros encontros e despedidas, é um preço a pagar por uma escolha. Tudo que eu quero é que ela venha sempre mais feliz e retorne, se for possível, mais feliz ainda.