Mais uma página do meu Diário
3 de maio de 2011,
Inegavelmente, houve uma mudança em mim... Definí-la em absoluto, seria como tentar tirar todas as impurezas de um diamante bruto, belo em sua origem natural e transformado sob forças externas. Um diamante bruto não tem o mesmo valor se não foi lapidado. Nos nossos primeiros anos, temos a família como principal molde a nossa existência, e as pessoas que passam por nós são como pequenos espelhos, manchados, e que ainda assim refletem o que somos e talvez seremos, se assim o escolhermos...
Grande parte de nossas conquistas são baseadas em escolhas. Mesmo o escolher pelo sim ou pelo não, o ficar ou desistir, o despertar ou o sonhar... Tudo que somos e temos feito não está, necessariamente, condicionado ao acaso. Há algo mais soberbo fluindo entre todas as vidas mundanas, um fluxo de energias diversas emanadas e absorvidas eternamente, dando movimento a vida que se sobrepõe às outras... O próprio Amor, a vida de todas as vidas...
E quando o amor não está presente dentro de nós, ou quando é arrancado inesperadamente, é como se toda a nossa defesa tivesse sido extraída. Amar é simplesmente fazer a vida acontecer, é encontrar em si mesmo as respostas de questões antigas de sabedoria, segredos divinos, soprados na alma. Sentir florescer essa magia incrível acontecendo dentro de nós, o sangue circulando por veias intermináveis ao redor de todo nosso organismo, o ar que respiramos, essa força invisível que nos permite viver... Não se pode ver o Amor, mas sentir, sempre. Abra o coração e a mente, libere as impurezas, aperfeiçôe o coração, seu diamante, como um prisma onde apenas um feixe de luz é suficiente para criar um caleidoscópio de belas cores... Viva...
Jl